A segurança no trabalho é primordial para o sucesso de uma empresa em ascensão. Pensando nela, é possível adotar um conjunto de medidas eficiente com foco em evitar ou minimizar a taxa de acidentes e melhor a qualidade de vida dos trabalhadores.

Para que isso seja respeitado e colocado em prática, foram criados Normas Brasileiras Regulamentadoras para este fim. Dentre elas, destacam-se as normas de linha de vida, essenciais para trabalhos em altura ou profundidade.

 

Normas regulamentadoras da linha de vida

As linhas de vida são regulamentadas pelas Normas Brasileiras Regulamentadoras (NBR) de número 18, 34 e 35. Esse racionamento acontece porque, via de regra, as NBRs trabalham com regulamentação de tópicos específicos, não situações.

 

Assim sendo, essas regulamentações se tornam diferentes ou semelhantes a depender da situação. Vejamos a seguir:

  • NBR 18: aborda o assunto no âmbito construção civil, estabelecendo que:
    • 15.56.1: edificações com no mínimo quatro pavimentos ou altura de 12m a partir do nível do térreo, devem possuir instalação de dispositivos destinados à ancoragem de equipamentos de sustentação de andaimes e de cabos de segurança para o uso de proteção individual, a serem utilizados nos serviços de limpeza, manutenção e restauração de fachadas.
    • 15.56.2: os pontos de ancoragem devem atender todo o perímetro da edificação e suportar uma carga pontual de 1200kgf a 1500kgf.
    • 16.2.1: cabos de aço devem resistir a uma carga de ruptura equivalente a 5 vezes a carga máxima de trabalho e resistência à tração de 160kgf/mm².
  • NBR 34: aborda o mesmo assunto no âmbito de construção naval. Embora seja bem parecida, considera o uso de plataformas como trabalho em altura.
  • NBR 35: aborda todo o assunto voltado a trabalho em altura. Em relação às linhas de vida, regulamenta que devem ser selecionadas e instaladas por profissionais legalmente habilitados, ter resistência o suficiente para suportar a carga máxima aplicável e deve ser inspecionado sempre antes de sua utilização.

 

Existe padronização?

Por muito tempo, normas de linha de vida ou ancoragem vêm sendo discutidas na Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Mesmo com referência da EN795, fez-se necessário criar uma NBR compatível que abordasse o tema de maneira inteligente e eficaz.

De modo geral, as linhas de vida são regulamentadas pela NBR 35, tanto no Anexo II disponível como também pela NBR 16.325/2014 – Proteção Contra Quedas em Altura. As demais que abrangem trabalho em altura são complementares e devem ser igualmente respeitadas considerando cada caso.

O ideal é que todas as regras sejam lidas e aplicadas de acordo com o projeto em questão. Seja uma escavação ou uma manutenção predial, é necessário estar em conformidade com o uso das linhas de vida, principalmente no que se diz respeito à sua utilização (NBR 35.5.4) e sua manutenção (NBR 35.5 e 16.325/2014).

Especificamente no caso da NBR 16.325/2014, sabe-se que ela foi dividida em duas partes, onde a primeira aborda tipos de ancoragem A, B e D e a segunda as do tipo C.

Essa norma passa a valer para comerciantes de dispositivos de ancoragem antes da entrada no mercado e especificações de requisitos mínimos e manutenção. Por outro lado, a  NBR 35 vale de modo geral para todos, sem exceção.