A linha de vida é um equipamento essencial para aqueles que trabalham com ou em grandes alturas. Também chamada de linha de ancoragem, é definida como um EPC (Equipamento de Proteção Coletiva) indicado para proteção definitiva ou provisória em qualquer tipo de edificação, tanto na sua concepção como manutenção.

Trata-se de uma instalação – realizada por uma mão de obra extremamente qualificada – de cordas ou cabos de aço que se articula a uma espécie de cinto de segurança através de um talabarte ou trava-quedas, que deve ser obrigatoriamente utilizada para trabalhos em alturas iguais ou superiores a 2 metros.

Sua composição varia e, entre seus componentes, não é difícil ver substituições de cabos de aço para cordas, fitas sintéticas, trilhos ou mesmo vigas metálicas. Entretanto, o sistema permanece o mesmo: sua instalação deve ser realizada em pelo menos dois pontos de ancoragem distintos.

As linhas de vida são consideradas um sistema bastante efetivo de antiqueda, principalmente em comparação com os demais. Seu uso não está somente restrito a grandes alturas, como também profundidades, sendo bastante comum que sejam utilizadas em escavações, poços ou minas, o que as torna versáteis para uso individual e coletivo.

 

Quais os tipos de linhas de vida?

Além de classificadas em temporárias ou fixas de acordo com seu uso, essas linhas de vida podem ser classificadas de acordo com sua instalação em verticais ou horizontais, também de acordo com a necessidade.

As verticais são geralmente indicadas para uso individual com cordas. Já as horizontais para o uso individual ou coletivo com o auxílio de cabos de aço. No entanto, a composição de uma linha de vida varia bastante e tudo vai depender de seus componentes.

 

Quais são as especificações do uso da linha de vida?

Embora pareça um equipamento relativamente simples, é necessário que os trabalhadores sejam instruídos a seu uso – obrigatoriamente – por um curso da NR 35 que abrange trabalho em altura, exames complementares específicos para posterior capacitação e orientações sobre a montagem e o uso do sistema.

Conforme o tempo de uso, as linhas de vida são classificadas em definitivas ou temporárias. Geralmente, os modelos variam de acordo com a necessidade, mas, as especificações do produto devem ser respeitadas.

  • Linha de vida definitiva: normalmente são fixas e acopladas às estruturas;
  • Linha de vida temporária: são montadas e desmontadas no decorrer da obra de acordo com a necessidade;

No entanto, sua instalação está longe de se resumir em simplicidade. São levados em conta detalhes cruciais para prevenir e remediar o acontecimento de acidentes. Dentre eles, são os principais:

  • Projeto e dimensionamento;
  • Número de trabalhadores permitidos por trecho;
  • Memorial de cálculo dos materiais;
  • Pontos de ancoragem.

No geral, o equipamento precisa “prever” a movimentação do usuário. Em caso de desprendimento, este necessitará das cordas com pontas duplas ancoradas em dois pontos diferentes, para prevenir a queda.

Por isso, é muito importante que revisões periódicas sejam realizadas no equipamento para garantir sua segurança. Com o uso e com o passar do tempo, é possível que a linha de vida perca suas características originais ou, ainda, se torne imprecisa ou obsoleta.